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Os perigos que seu vendedor de energia solar pode não te contar

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Os perigos que seu vendedor de energia solar pode não te contar

A energia solar é um dos melhores investimentos que uma família ou empresa pode fazer. Mas existe um lado da instalação que poucos vendedores mencionam — e que pode colocar em risco não só o seu sistema, mas a segurança da sua casa ou do seu negócio. O problema está nos materiais elétricos em corrente alternada, os chamados componentes CA, que ficam entre o inversor e a sua rede elétrica.

O que é a parte CA do sistema solar?

Todo sistema fotovoltaico tem duas partes: a parte CC (corrente contínua), que vai dos painéis até o inversor, e a parte CA (corrente alternada), que vai do inversor até o quadro elétrico da sua edificação. Enquanto os painéis e o inversor costumam receber atenção e especificações detalhadas no orçamento, a parte CA muitas vezes é tratada como detalhe — e é justamente aí que mora o perigo.

Cabos CA de baixa qualidade: um risco silencioso

Os cabos utilizados na parte CA do sistema precisam ser dimensionados corretamente e fabricados com cobre de qualidade, isolamento adequado e certificação INMETRO. O que acontece na prática em instalações mal executadas é o uso de cabos subdimensionados, com isolamento frágil ou fabricados com alumínio revestido passando por cobre — o chamado cabo CCA, que parece cobre mas não é.

Cabos de má qualidade esquentam durante o funcionamento, deterioram com o tempo e podem causar curto-circuito, derretimento da isolação e até incêndio. O pior é que esse problema não aparece imediatamente — pode levar meses ou anos para se manifestar, quando a instalação já está fora da garantia.

Disjuntores: o elo mais fraco ignorado

O disjuntor é o equipamento responsável por proteger o circuito elétrico em caso de sobrecarga ou curto-circuito. Em sistemas de energia solar, ele precisa ser dimensionado corretamente para a corrente gerada pelo inversor e, principalmente, precisa ser de procedência confiável.

No mercado existem disjuntores muito baratos, sem certificação e com capacidade de interrupção muito abaixo do declarado. Isso significa que, em uma situação de curto-circuito, o disjuntor pode simplesmente não abrir — deixando a corrente elétrica fluir livremente e causando um incêndio ou dano grave ao sistema. Marcas sem certificação INMETRO, disjuntores com a bitola raspada ou reaproveitados de outras instalações são problemas reais que aparecem em instalações de baixo custo.

DPS: o protetor que muitos deixam de fora

O Dispositivo de Proteção contra Surtos — o DPS — é obrigatório em sistemas fotovoltaicos segundo a norma ABNT NBR 16690 e é responsável por proteger o inversor e os demais equipamentos contra descargas atmosféricas e variações bruscas de tensão na rede elétrica. No RN, onde os índices de raios são elevados, esse componente é ainda mais crítico.

O problema é que o DPS tem um custo que algumas empresas preferem cortar silenciosamente. O cliente não vê, não pergunta e não sabe que está faltando — até o dia em que uma descarga queima o inversor e a garantia não cobre porque a instalação não seguia as normas técnicas. Além disso, existem DPS de qualidade duvidosa no mercado, sem certificação, que não oferecem proteção real e falham justamente quando mais são necessários.

Aterramento com bitola inferior: o perigo invisível

O sistema de aterramento é a última linha de defesa do sistema elétrico. Ele é responsável por conduzir correntes de fuga e descargas atmosféricas com segurança para o solo, protegendo tanto os equipamentos quanto as pessoas. Para funcionar corretamente, o cabo de aterramento precisa ter bitola adequada — geralmente a partir de 10mm² dependendo do projeto — e a haste de aterramento precisa estar instalada corretamente no solo, com resistência medida e dentro dos limites exigidos pela norma.

O que se vê em instalações de baixo custo é o uso de cabos de aterramento com bitola muito inferior ao necessário, hastes instaladas de forma superficial ou simplesmente a ausência de um aterramento eficiente. Um aterramento mal executado não protege nada — e em caso de descarga atmosférica ou falha no sistema, as consequências podem ser gravíssimas para a instalação elétrica do imóvel inteiro.

Por que isso acontece?

A resposta é simples: redução de custo. Um sistema solar tem uma margem de lucro que pode ser espremida em vários pontos, e os materiais CA são os menos visíveis ao cliente. O comprador compara o inversor, pergunta sobre a marca dos painéis, mas raramente questiona qual cabo, qual disjuntor, se tem DPS ou como foi feito o aterramento. Empresas que competem por preço a qualquer custo encontram nessa parte da instalação uma forma fácil de economizar — e transferem o risco para o cliente sem que ele perceba.

O que você deve exigir

Antes de fechar qualquer contrato, pergunte especificamente quais cabos serão utilizados na parte CA, qual a bitola, a marca e se possuem certificação INMETRO. Pergunte sobre o disjuntor, se o DPS está incluso no projeto e qual a especificação do sistema de aterramento. Exija que todos esses itens estejam descritos no contrato e na nota fiscal.

Uma instalação segura e bem executada usa materiais de qualidade do início ao fim — não só nos componentes que o cliente consegue ver.

A Confiance Energy utiliza exclusivamente materiais certificados e dimensionados por profissionais habilitados. Transparência e segurança fazem parte de cada projeto que entregamos.