Energia solar fotovoltaica produz eletricidade a partir da luz do sol, no próprio telhado. O sistema não armazena luz e, no modelo mais comum em casas e empresas do Rio Grande do Norte, também não usa bateria. Ele gera enquanto há claridade, a casa consome na hora o que precisa, e o que sobra vai para a rede da Cosern — de onde volta depois, em crédito de kWh, quando o sol não está gerando.
O caminho tem quatro etapas: o painel, o inversor, o consumo da casa e o medidor da distribuidora.
O painel transforma luz em corrente elétrica
Cada painel é formado por células de silício. Quando a luz incide sobre elas, os elétrons do material se movimentam e nasce uma corrente elétrica. Esse fenômeno é o efeito fotovoltaico. A corrente que sai do painel é contínua — diferente da corrente alternada que chega na tomada — e ainda não alimenta a geladeira nem o ar-condicionado.
Os painéis são ligados entre si. Na configuração mais comum, eles formam fileiras, as strings, que chegam juntas ao inversor. Quanto mais painéis, maior a potência do sistema, medida em kWp. Em Natal e no Rio Grande do Norte a irradiação é uma das mais altas do país, então cada kWp instalado tende a produzir mais energia ao longo do ano do que em grande parte dos outros estados.
Dia nublado não é geração zero. O painel reage à luminosidade, não apenas ao sol direto: a produção cai, mas continua. À noite, sem luz, a geração para.
O inversor entrega energia no padrão da casa
O inversor recebe a corrente contínua dos painéis e a converte em corrente alternada, na mesma tensão e frequência da rede da Cosern. Só depois dessa conversão a energia pode alimentar os equipamentos e, se sobrar, ser injetada na rede.
É o inversor que mostra, no aplicativo, quanto o sistema gerou no dia. Esse número é a produção total dos painéis — não o crédito que vai aparecer na fatura. A diferença entre os dois é o que a casa consumiu no mesmo instante em que estava gerando.
O que a casa usa na hora não é comprado da Cosern
Com sol, a energia sai do inversor e vai para o quadro elétrico. O que estiver ligado naquele momento usa primeiro essa geração. Esse uso simultâneo é o consumo instantâneo. Essa parcela não é comprada da Cosern e também não vira crédito: ela simplesmente deixa de vir da rede.
Se em um instante a casa precisa de 3 kW e o sistema está gerando 5 kW, 3 kW são consumidos na hora e 2 kW seguem para a rede. Se a casa pede mais do que o sistema gera naquele momento, a diferença vem da Cosern, como em qualquer imóvel sem solar.
O excedente vira crédito na fatura
O que não é consumido na hora passa pelo medidor bidirecional e entra na rede. Esse medidor registra dois fluxos: a energia que a casa tira da Cosern e a energia que o sistema injeta. A injeção não é uma venda. Ela vira crédito em kWh, usado para abater o consumo da rede quando o sistema não dá conta — fim de tarde, noite e dias de chuva.
Na fatura, a Cosern cruza os dois números. Se no mês o sistema injetou mais do que a casa consumiu da rede, a diferença fica acumulada. Esses créditos têm prazo de 60 meses. O que não for usado nesse período expira.
À noite o telhado para — a rede assume
Quando o sol se põe, os painéis param de gerar. A casa continua ligada na Cosern e passa a consumir da rede. A diferença para quem não tem solar é que esse consumo noturno é compensado pelos créditos feitos durante o dia. Por isso a conta cai mesmo com chuveiro, luz e ar-condicionado depois das 18h.
O sistema conectado à rede, chamado on-grid, não funciona como nobreak. Se a Cosern interrompe o fornecimento, o inversor também desliga, por segurança. Sem rede não há injeção e não há energia na casa, a menos que o projeto tenha bateria — o que não é o caso da grande maioria das instalações residenciais.
A conta diminui, mas não zera
Quem segue conectado à rede paga a taxa mínima de disponibilidade, mesmo quando os créditos cobrem todo o consumo. É a cobrança pelo uso da infraestrutura da Cosern. O tamanho da economia depende de o sistema ter sido dimensionado para o consumo real do imóvel, de quanto se usa de dia e de quanto sobra para crédito.
De dia o telhado produz, a casa usa o que precisa na hora e o resto vira crédito. De noite a Cosern entrega a energia e abate esse crédito na fatura.
Na Confiance Energy, o dimensionamento parte das suas faturas da Cosern, não de uma média genérica. Fale com a equipe em Natal e veja como geração, consumo instantâneo e crédito ficariam no seu imóvel.